Boulos volta à Capital para discutir moradia, apoio a entregadores e campanha

Ministro tem encontro com trabalhadores de app, visita obras do Novo Samambaia e faz caminhada com Fábio Trad

Jhefferson Gamarra / Campo Grande News


O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, volta a Campo Grande nesta quinta-feira (17) para uma agenda que mistura compromissos institucionais e atividades de campanha. A passagem pela Capital ocorre pouco mais de sete meses depois da última visita, quando esteve na cidade para tratar de pautas relacionadas a trabalhadores e moradia popular, incluindo uma visita à comunidade Cidade dos Anjos.

Na nova visita, Boulos terá pela manhã uma entrevista no podcast Na Íntegra, do Campo Grande News. Às 14h, participa de um encontro com entregadores na Câmara Municipal. Na sequência, às 15h30, visita as obras do loteamento Novo Samambaia, no local estão sendo realizadas obras de urbanização, reforma de uma Unidade Básica de Saúde e de reformas residenciais dentro do Programa Periferia Viva.

Já no período da tarde, a agenda passa a ser eleitoral: às 17h, está prevista uma caminhada com Fábio Trad na região da Cidade dos Anjos, no Bairro Lageado. A programação também terá a participação de Gilda, candidata a vice-governadora, e dos candidatos ao Senado Vander Loubet e Soraya Thronicke.

A presença de Boulos ocorre na reta final da campanha e integra a agenda de mobilização da candidatura de Fábio Trad ao Governo de Mato Grosso do Sul. A caminhada será o principal compromisso político do ministro na Capital.

A visita também acontece em um momento em que duas pautas tratadas durante a passagem anterior do ministro voltam a aparecer na agenda local: a situação das famílias da Cidade dos Anjos e as reivindicações de trabalhadores que atuam com entregas e transporte por aplicativos.

Moradia para famílias da Cidade dos Anjos - Em fevereiro, Boulos esteve na comunidade Cidade dos Anjos, onde cerca de 300 famílias viviam em condições precárias em uma área que anteriormente funcionava como lixão. Na ocasião, o ministro afirmou que havia terrenos da União que poderiam ser utilizados para um projeto habitacional e que as tratativas para o reassentamento das famílias haviam começado.

Desde então, a articulação avançou. Em junho, foi anunciada a destinação de 208 unidades habitacionais para famílias ligadas à Cidade dos Anjos, dentro de um conjunto de novas moradias previstas para Campo Grande pelo programa Minha Casa, Minha Vida. As unidades estão previstas para o Residencial Águas de Lindóia, na região da Vila Nasser.

A construção das moradias é resultado de articulações envolvendo representantes da Câmara Municipal, a SPU (Superintendência do Patrimônio da União), entidades de habitação e integrantes do Governo Federal. A pauta ganhou força após audiência pública sobre favelas realizada na Câmara e, posteriormente, com a visita de Boulos à comunidade.

Encontro com entregadores - Outro compromisso previsto é o encontro com entregadores na Câmara Municipal, marcado para as 14h. A reunião ocorre em meio a uma reivindicação que se arrasta há anos na Capital: a implantação de um ponto de apoio para trabalhadores que fazem entregas e atuam com transporte por aplicativos.

Conforme reportagem publicada pelo Campo Grande News, a categoria tenta viabilizar desde 2018 uma estrutura denominada Parada Certa, organizada para oferecer condições mínimas de apoio durante a jornada de trabalho.

O projeto prevê dois contêineres e três banheiros, além de espaço com ar-condicionado, micro-ondas, geladeira, copa e televisão. Também estão previstas áreas para estacionamento de motocicletas e carros e convivência dos trabalhadores.

A estrutura é viabilizada pela Fundação Banco do Brasil, em articulação com a Secretaria-Geral da Presidência da República. O modelo já foi implantado em outras cidades brasileiras, como Mauá (SP), além de municípios de Pernambuco, Natal (RN) e Belo Horizonte.

Em Campo Grande, porém, ainda falta definir o local para instalação. Segundo Paulo Pinheiro, presidente da Applic-MS, a categoria busca um espaço central que possa atender tanto motoentregadores quanto motoristas de aplicativo.

Uma área na Praça Aquidauana chegou a ser oferecida pela Prefeitura em 2025, mas a proposta não avançou para a implantação. Para os trabalhadores, além da localização, o espaço precisa oferecer segurança e estrutura adequada.

A discussão com Boulos deve ocorrer justamente em torno dos próximos passos para transformar o projeto em uma estrutura efetivamente instalada na Capital.


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