Editorias / Economia
Demitidos da Casas Bahia ainda aguardam pagamento e sindicato convoca reunião
Além disso, funcionários foram dispensados verbalmente, sem assinar documentos
Izabela Cavalcanti / Campo Grande News
As demissões de funcionários das Casas Bahia em Campo Grande chegam ao 19º dia nesta terça-feira (1º), mas parte dos trabalhadores desligados ainda não receberam os valores referentes à rescisão.
Diante da situação, o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande) convocou uma reunião para quinta-feira (3) com os trabalhadores demitidos.
Segundo o presidente da entidade, Carlos Santos, 21 trabalhadores foram dispensados em Campo Grande. Desse total, quatro teriam sido comunicados apenas verbalmente, sem a apresentação de documento para assinatura.
Ainda de acordo com ele, até o momento, apenas cinco funcionários procuraram o sindicato.
“Um dos motivos da nossa preocupação é que queremos saber do próprio trabalhador o que houve. O sindicato precisa orientar os trabalhadores e também mostrar a eles que estamos preocupados com a situação e também estamos atentos. A empresa demitiu alguns verbalmente, sem dar um documento para os mesmos assinarem. Foram demitidos até trabalhadores que tinham estabilidade', pontuou.
Ainda segundo o sindicato, ninguém recebeu os pagamentos ainda. “Já passaram mais de 10 dias das demissões e, até agora, ninguém recebeu nada. Alguns trabalhadores até conseguiram entrar no seguro-desemprego, mas muitos não sabem nem por onde começar', destacou.
Em Mato Grosso do Sul, houve o fechamento de 7 lojas das Casas Bahia atingindo, pelo menos, 120 trabalhadores.
De acordo com o SECCG, foram encerradas 2 lojas em Dourados e uma em Campo Grande, no Shopping Bosque dos Ipês; Ponta Porã; Naviraí; Nova Andradina e Três Lagoas.
O Campo Grande News entrou em contato com a Casas Bahia, que informou que irá checar a informação sobre a falta de pagamento.
Recuperação judicial – O fechamento das unidades ocorre em meio ao processo de reestruturação do Grupo Casas Bahia, que entrou com pedido de recuperação judicial após encerrar 298 lojas em todo o País.
No dia 16 de agosto, a empresa informou que enfrenta problemas nas condições econômico-financeiras. Entre os fatores apontados estão juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro, pressão sobre o consumo e o capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez que estavam sendo estruturadas.
Conforme já publicado pelo Campo Grande News, uma decisão da Justiça do Trabalho suspendeu provisoriamente demissões coletivas feitas pelo Grupo Casas Bahia.
Essa medida tem abrangência nacional e determina a suspensão dos efeitos das demissões coletivas realizadas nos dias 13 e 14 de agosto.
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