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Mulher escapa após uma semana em cárcere e homem é preso em Campo Grande
Vítima saiu por uma janela aberta, tinha hematoma no olho e relatou sentir dores nas costelas após agressões
Bruna Marques / Campo Grande News
Após passar cerca de uma semana em cárcere, mulher de 23 anos conseguiu escapar da casa onde, segundo relatou, era mantida pelo companheiro, de 38 anos, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A fuga ocorreu na noite desta terça-feira (11), depois que ela aproveitou uma janela deixada aberta e saiu sem que o homem percebesse. O companheiro dela foi preso em flagrante.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e a vítima contou que vive com o homem há cinco meses e que os dois não têm filhos em comum. Segundo o relato, uma semana antes ela havia sido agredida com socos no rosto e socos e chutes na região das costelas do lado direito. Ela ainda sentia fortes dores e apresentava um hematoma roxo no olho direito.
Conforme a mulher, depois das agressões, o homem não prestou socorro e passou a mantê-la dentro da residência para evitar que outras pessoas vissem os ferimentos. Nesta terça-feira, ela conseguiu sair ao perceber que uma janela havia sido deixada aberta.
Depois da fuga, a vítima indicou o endereço onde o homem estava. Ela informou ainda que ele costumava sair pelos fundos da casa e que havia câmeras de monitoramento na frente e nos fundos do imóvel, onde também existe um terreno baldio.
Na residência estavam filhos menores do homem e uma bebê de seis meses da vítima, que permaneceu no local quando ela fugiu. O homem resistiu inicialmente a abrir a casa e só abriu após insistência.
A mulher pediu a devolução de um iPhone 12 branco. O homem indicou diferentes locais da residência onde o aparelho poderia estar, mas o celular não foi encontrado após buscas.
Ao ser detido, o homem reagiu e chutou os policiais durante a tentativa de contenção. Foram efetuados dois disparos de Taser e spray de pimenta até que ele fosse imobilizado e algemado.
Os filhos do homem foram entregues a uma tia, que compareceu ao endereço e ficou responsável pelas crianças.
O homem apresentava marcas no tórax decorrentes do equipamento usado durante a contenção, além de lesões nas costas após a queda e nos pulsos por causa das algemas. Ele não solicitou atendimento médico.
A vítima e o homem foram levados separadamente à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde o caso foi registrado como cárcere privado, resistência, desobediência e violência patrimonial.
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