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México e África do Sul voltam a protagonizar jogo inaugural da Copa do Mundo
Folha/Lucas Bombana
Sob o comando do experiente treinador Javier Aguirre, 67, a seleção do México faz nesta quinta-feira (11) o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026 contra a África do Sul, em um repeteco do Mundial de 2010, sediado pelo país africano, quando as duas seleções também foram as responsáveis pelo pontapé inicial.
No duelo de 16 anos atrás, no Soccer City Stadium, em Joanesburgo, as equipes ficaram em um empate em 1 a 1.
O segundo encontro entre as duas seleções em edições do Mundial está programado para começar às 16h (horário de Brasília), logo após a cerimônia de abertura, no mítico Estádio Azteca, na Cidade do México.
Será a terceira vez que a arena inaugurada em 1966 recebe o primeiro jogo do Mundial, após as edições de 1970 e 1986, quando também foi o palco da final.
Na primeira vez que recebeu a competição, há 56 anos, o México conseguiu um de seus melhores resultados em sete participações, avançando até as quartas de final. Parou apenas diante da vice-campeã Itália, derrotada na decisão pela seleção brasileira de Pelé e companhia.
Na segunda vez que abrigou a Copa, o México chegou mais uma vez às quartas, sendo eliminada dessa vez pela Alemanha Ocidental, novamente a vice do torneio naquele ano, derrotada na final pela Argentina de Maradona.
Jogando as três partidas da fase de grupos em seu território —em meio a protestos contra o governo da presidente Claudia Sheinbaum—, a seleção mexicana deve poder contar com o apoio maciço da torcida para tentar deixar para trás a campanha ruim do Qatar, em 2022, quando caiu na fase de grupos.
Foi a primeira vez que os mexicanos não avançaram ao mata-mata desde a Copa da Argentina, em 1978.
Classificado diretamente por ser um dos países-sede, ao lado de Estados Unidos e Canadá, o México chega embalado ao torneio, ainda sem saber o que é perder em 2026.
Em oito amistosos disputados no ano, foram dois empates —com as fortes seleções de Portugal e Bélgica— e seis vitórias. No último compromisso, no dia 4 de junho, fez 5 a 1 na Sérvia.
O principal nome da equipe é o atacante Santiago Giménez, 25, que no início do ano passado trocou o Feyenoord pelo Milan em um negócio de € 30 milhões (R$ 180 milhões).
O defensor Edson Álvarez, 28, do Fenerbahçe, é o capitão e a principal liderança do time dentro de campo.
No gol, o experiente Guillermo Ochoa, de 40 anos, caminha para sua sexta Copa do Mundo, recorde de participações no torneio, ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
A África do Sul, por sua vez, retorna para participar de sua quarta Copa do Mundo, após a última aparição em 2010.
Nas três vezes em que disputou a competição —também se classificou em 1998 e 2002—, não conseguiu passar da fase de grupos. Em nove jogos disputados em três participações, acumulou três derrotas, quatro empates e apenas duas vitórias —sobre Eslovênia e França.
Com passagem pela seleção de Camarões, o treinador belga Hugo Broos assumiu o comando em meados de 2021, depois de a equipe não conseguir se classificar para a Copa Africana de Nações.
Desde então, o time melhorou seus resultados em campo, com a terceira colocação na Copa Africana de 2024 e a liderança de seu grupo nas Eliminatórias para o Mundial, deixando para trás a Nigéria.
O Mamelodi Sundowns, time sul-africano que disputou a Copa do Mundo de Clubes, é a base da seleção africana, incluindo o goleiro e capitão Ronwen Williams, 34, e o volante Teboho Mokoena, 29, destaque do meio de campo.
O principal nome em atuação no futebol europeu é o atacante Lyle Foster, 25, do Burnley, da Premier League.
Coreia do Sul x Tchequia
Mais tarde, às 23h, em Guadalajara, Coreia do Sul e Tchequia fazem o segundo duelo do Grupo A.
Os sul-coreanos chegam à sua 11ª participação seguida sob a liderança do atacante Son Heung-min, 33, do Los Angeles FC, que pode se isolar como o maior artilheiro da seleção no torneio —hoje ele divide o topo da lista com Ahn Jung-hwan, já aposentado, com três gols cada um.
O time também conta com o zagueiro Kim Min-jae, 29, do Bayern de Munique, e com o ponta Lee Kang-in, 25, do PSG (Paris Saint-Germain), entre os principais jogadores do plantel à disposição do técnico Hong Myungbo, 57 —recordista de jogos pela seleção em Copas, com 16 partidas disputadas entre as edições de 1990 e 2002.
A melhor campanha da Coreia do Sul foi em 2002, quando foi uma das sedes, junto com o Japão. Avançou até as semifinais, deixando pelo caminho Itália e Espanha. Parou diante da Alemanha e acabou superada pela Turquia na disputa pelo terceiro lugar.
A Tchequia teve um caminho árduo para conseguir voltar a uma Copa do Mundo depois da última participação, em 2006.
Segundo colocado em seu grupo nas Eliminatórias, atrás da Croácia, o país do leste europeu precisou passar pela repescagem europeia, superando Irlanda e Dinamarca na disputa de pênaltis.
A equipe trocou de comando recentemente e é dirigida desde dezembro de 2025 pelo treinador Miroslav Koubek, 74, ex-goleiro que sucedeu Ivan Hasek após surpreendente derrota para as Ilhas Faroé.
O grande nome do elenco é o centroavante Patrik Schick, 30, do Bayern Leverkusen, artilheiro da República Tcheca nas Eliminatórias, com cinco gols em oito jogos.
A melhor campanha do país foi nas edições de 1934 e 1962, quando ainda se chamava Tchecoslováquia, terminando com o vice-campeonato —perdeu a final para Itália e Brasil, respectivamente.
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