Quem é esposa de cantor sertanejo acusada de lavar dinheiro do PCC

Jaqueline Amaral foi o principal alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção. Ela foi casada por 20 anos com líder da facção.

G1 / Redação g1


Jaqueline Maria Afonso Amaral, empresária de cantores sertanejos e esposa do cantor Diego, da dupla Henrique e Diego, foi apontada pela Polícia Federal (PF) como principal alvo da operação “Fruto Envenenado', deflagrada nesta quinta-feira (21) em Campo Grande (MS).

Antes de ser casada com o sertanejo, Jaqueline viveu por 20 anos com Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola, e apontado como um dos principais chefes do PCC, além de braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Carambola é acusado de crimes graves, entre eles o assassinato do juiz Antonio José Machado Dias, em 2003, em São Paulo.

Segundo as investigações, entre 2018 e 2022 Jaqueline teria movimentado cerca de R$ 3 milhões provenientes de atividades ilícitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Para ocultar a origem do dinheiro, ela usava contas bancárias em nome de parentes e amigos próximos e mantinha uma vida de luxo com os valores.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2,7 milhões em bens ligados à empresária, além da apreensão de veículos e celulares em endereços investigados pela PF.

Jaqueline atua como empresária de artistas do sertanejo. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma casa na Vila Nhanhá, em Campo Grande, e em um condomínio de luxo na saída para Três Lagoas.

No local, os policiais encontraram um carro registrado no nome da mãe de Jaqueline e também um veículo de alto padrão.

Em nota, a defesa de Jaqueline afirmou que ela recebeu com surpresa a operação da PF e negou qualquer envolvimento com atividades criminosas.

“A sra. Jaqueline Maria Afonso Amaral mantém atividade empresarial lícita e regular, não tendo nada a esconder de autoridades, colocando-se à disposição para prestar os esclarecimentos necessários', informou a defesa.

A investigação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), formada pela PF, Polícia Militar, Polícia Penal Estadual e Secretaria Nacional de Políticas Penais.

O que diz a defesa de Jaqueline?

Leia a nota da defesa de Jaqueline Amaral na íntegra:

"A sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL esclarece que recebeu com surpresa diligência de busca e apreensão na sua residência, sob pretexto de investigação de supostas relações com integrantes de organização criminosa, de vez que se separou e se afastou de seu ex-companheiro há vários anos, tendo constituído outro núcleo familiar. Além disso, a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL mantém atividade empresarial lícita e regular, não tendo nada a esconder de autoridades, colocando-se à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Neste sentido, inclusive, entregou seu telefone celular, fornecendo senha de acesso, considerando que nada há de ilícito no seu conteúdo, em atitude plenamente colaborativa. A defesa técnica, assim que tiver acesso ao processo, poderá esclarecer com mais propriedade as circunstâncias que levaram ao equívoco de tornar a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL alvo da referida operação".


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