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Dono de farmácia é preso por vender emagrecedores e anabolizantes pelo WhatsApp
Durante ação, policiais também recolheram alimentos e medicamentos irregulares, guardados de forma inadequada
Dayene Paz e Raíssa Rojas / Campo Grande News
Um farmacêutico foi preso em Campo Grande durante a Operação Galeno, que combate a venda irregular de medicamentos sem prescrição médica. A investigação, que durou mais de um ano, revelou que os suspeitos comercializavam emagrecedores e anabolizantes ilegalmente através de um grupo fechado no WhatsApp. A polícia cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em diversos estabelecimentos, incluindo a farmácia Farma Morena. No local, foram encontrados medicamentos armazenados inadequadamente, produtos sem nota fiscal e alimentos vencidos. O proprietário foi autuado em flagrante e afastado do estabelecimento por ordem judicial.
Ao todo, são cumpridos 11 mandados judiciais em diferentes bairros, incluindo a farmácia Farma Morena, nas Moreninhas. Além disso são alvos distribuidoras, domicílios e até a AACC (Associação dos Amigos da Criança com Câncer).
A investigação durou mais de um ano e apontou que os suspeitos utilizavam um grupo fechado de WhatsApp para comercializar medicamentos restritos, incluindo emagrecedores e anabolizantes, de forma ilegal.
Na farmácia das Moreninhas a polícia encontrou medicamentos armazenados de forma inadequada, produtos sem nota fiscal, anabolizantes e alimentos vencidos. O farmacêutico foi autuado em flagrante e uma ordem judicial determinou seu afastamento do estabelecimento.
'Constatou-se que havia várias medicações estocadas em sua residência, muito embora tenha alegado possuir nota fiscal, dentro de seu veículo, sem adequação própria, pois, em razão da temperatura ou outro fator, prejudica as suas condições, considerando como impróprio ao consumo', disse o delegado Wilton Vilas Boas.
Segundo a defesa do investigado, que acompanha a operação, ele deve recorrer ao Procon e tentar renovar o alvará para reabrir o negócio. O CRF (Conselho Regional de Farmácia) acompanha as buscas.
Em nota, a AACC afirmou que a ação não tem relação com a instituição:
'Confirmamos que um colaborador da instituição foi alvo da operação. O mandado de busca e apreensão foi cumprido em sua residência e, de forma acessória, também na sede da AACC/MS. Esclarecemos que a investigação em questão não guarda qualquer relação com a instituição ou suas atividades, tratando-se de assunto de caráter estritamente pessoal do referido colaborador. A AACC/MS segue em seu compromisso exclusivo com a assistência às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer'.
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