Em Brasília, Adriane Lopes participa da filiação de Eduardo Riedel ao PP: ‘Fortalecendo’

Prefeita de Campo Grande viajou até o Distrito Federal para participar do evento nesta terça-feira (19)

Midiamax/Dândara Genelhú


A prefeita Adriane Lopes (PP) viajou nesta terça-feira (19) para Brasília para participar da filiação de Eduardo Riedel ao Progressistas. A chefe do Executivo de Campo Grande afirmou que o momento ‘fortalece a caminhada’ em defesa da Capital.

“Momento muito importante', disse sobre a filiação do governador Eduardo Riedel. Tucano por 20 anos, Riedel deixou o PSDB após enfraquecimento nacional da sigla.

Assim, aceitou o convite da senadora e presidente do PP-MS, Tereza Cristina, para integrar o grupo progressistas. Adriane afirmou que com a filiação, “seguimos fortalecendo nossa caminhada em defesa de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul'.

Apoio do PP

Em 2022, a senadora do PP intercedeu junto a Jair Bolsonaro para que o ex-presidente se mantivesse neutro no segundo turno das eleições para governador em Mato Grosso do Sul. A intenção era para que Bolsonaro não continuasse com o apoio demonstrado no primeiro turno ao outro candidato, Capitão Contar (PRTB).

Já em 2024, Riedel gravou um vídeo ao lado da senadora Tereza Cristina para demonstrar apoio a Adriane Lopes no segundo turno das eleições em 2024.

Novos rumos

O PSDB procura alianças e pretende se fortalecer nacionalmente, após perder espaço. A sigla que governou o Brasil entre 1995 e 2002, com a presidência de Fernando Henrique Cardoso, vê atualmente o esvaziamento do ninho. A federação entre PSDB e Cidadania rendeu apenas 18 deputados federais e nenhum senador em 2022, o pior desempenho do PSDB.

A ida de Riedel para o PP marca o fim do PSDB a frente de governos estaduais. A sigla contava com três governadores, mas restava apenas Riedel no ninho tucano.

Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco) migraram para o PSD. O presidente do Partido Social Democrático, Gilberto Kassab, também fez um convite a Riedel para integrar a sigla.

O Estado é um dos últimos redutos do PSDB no país, que sofreu com a perda de protagonismo nos últimos anos e agora tenta se reestruturar e articula uma possível federação com MDB e Republicanos. 


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