
Editorias / Estado
Trovão pode ter sido a causa de “tremor” em Dourados
A Defesa Civil do município constatou que não houve registro de tremor e nem de explosões
Ketlen Gomes e Helio de Freitas, de Dourados / Campo Grande News
Um fenômeno atmosférico causado pelo choque entre massas de ar frio e quente foi apontado como a provável causa do 'tremor' relatado por moradores de Dourados na quarta-feira (25). A explicação foi dada por um professor de Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados, consultado pela Defesa Civil. O Centro de Sismologia da USP descartou a ocorrência de tremor de terra na região, e o Exército Brasileiro confirmou não ter havido detonações atípicas na data. A cidade registrou variação significativa de temperatura, com mínima de 2,5°C na quarta-feira e máxima de 27°C na quinta-feira.
A universidade mantém um sismógrafo em Amambai, cidade próxima, capaz de detectar abalos sísmicos na região caso eles ocorram.
Outra hipótese considerada foi a de explosões, mas, segundo o Exército Brasileiro, responsável pelo controle do uso de explosivos, não houve nenhuma detonação atípica em Dourados na quarta-feira (25), data em que o fenômeno foi sentido.
A explicação mais provável veio de um professor de Geografia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), consultado pela Defesa Civil. Santana relata que o educador levantou a hipótese de um fenômeno atmosférico: o choque entre uma massa de ar frio e outra de ar quente teria provocado um trovão sem a incidência de raios.
“Choques de ondas de calor com frente fria dissipam energia emitindo trovões. É um fenômeno atmosférico comum e sem risco para a população. Não havia nuvens no céu no momento, por isso as pessoas estranharam o barulho', explicou o professor, que preferiu não ter o nome divulgado.
Na quarta-feira, Dourados registrou mínima de 2,5°C. Já nesta quinta-feira (26), os termômetros marcaram 15°C pela manhã, com elevação da temperatura à tarde, chegando aos 27°C.
O caso - Por volta das 17h de quarta-feira, moradores de diferentes regiões de Dourados relataram uma explosão seguida de tremor, o que causou susto e dúvidas sobre a origem do abalo, que até então não havia sido esclarecida.
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