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Deputados criticam verticalização em região de reserva na Capital
Segundo deputado Paulo Duarte (PSB), há previsão de construção de 5.447 apartamentos
Fernanda Palheta / Campo Grande News
Na Capital marcada por vazios urbanos, os deputados estaduais criticaram o plano de verticalização na região do Parque dos Poderes e Parque do Prosa durante a sessão ordinária desta quinta-feira (5). De acordo com dados apresentados pelo deputado estadual, Paulo Duarte (PSB), a previsão é que sejam construídos 5.447 unidades habitacionais, 537 unidades comerciais e 7.505 vagas de estacionamento.
'Se isso continuar, acaba a fauna, a flora, temos uma reserva um lugar único no país, Campo grande tem muitos vazios urbanos, mas as pessoas querem o mais fácil, essa região, ao longo do tempo, vai ser impermeabilizada. A verticalização é uma sentença de morte dessa reserva. A cidade não pode ficar à mercê da especulação imobiliária', disse o parlamentar.
Duarte defende a criação de um plano de manejo dentro do parque do Prosa e da Zona de amortecimento. O deputado vai protocolar uma indicação para solicitar o desenvolvimento de uma legislação ao Governo do Estado. 'Vamos trabalhar para que essa região única e bela no país seja preservada', concluiu.
Presidente da Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Renato Câmara (MDB), também defendeu a criação da legislação. 'Campo Grande é o único município do país que existe o Zoneamento Ecológico-Econômico, dividido em cinco regiões aqui, sendo uma delas está o Parque dos Poderes. O ordenamento territorial dessas regiões precisa de uma legislação própria, ela pode ser elaborada e a ALEMS capitanear esse debate para que seja acrescido essa legislação específica', disse.
Para a deputada estadual, Gleice Jane (PT) é preciso uma mudança na relação com a natureza. “Importante a gente entender que nós somos parte do meio ambiente, nós estamos vendo mudanças climáticas constantemente, vimos os fogos no pantanal, a fumaça que nós respiramos e afetou a nossa saúde, reclamações dois rios que estão secando. O ser humano se acha muito superior do meio ambiente, da natureza, dos outros animais e gente colocou o lucro encima de tudo e o lucro não pode estar acima de da vida, essa luta é fundamental para garantir a nossa existência', declarou a parlamentar.
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