Lula planeja oficializar troca no Ministério das Mulheres nesta segunda

Imprensa de Brasília afirma que Márcia Lopes foi convidada para comandar a pasta

Kamila Alcântara / Campo Grande News


Lula deve substituir Cida Gonçalves por Márcia Lopes no Ministério das Mulheres. A troca, prevista para esta segunda-feira, ocorre após denúncias de assédio moral contra Cida e polêmicas envolvendo a primeira-dama, Janja. Márcia Lopes, ex-ministra do Desenvolvimento Social, é aguardada em Brasília para reunião com o presidente e posse. Cida Gonçalves, com trajetória política em Campo Grande e atuação nos governos Lula e Dilma, esteve à frente da criação de leis como Maria da Penha e Feminicídio. Márcia Lopes, assistente social e professora, coordenou programas como o SUAS e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Pobreza. Após deixar o ministério em 2011, atuou no Instituto Lula e na equipe de transição do governo.

De acordo com informações do Correio Braziliense, a substituição de Cida por Márcia é considerada certa nos bastidores do governo. O motivo seria, sobretudo, denúncias anônimas de assédio moral dentro da pasta, feitas por meio do canal Resolveu, da Controladoria-Geral da União (CGU).

Cida também se envolveu em outras polêmicas, como a confirmação, feita à Comissão de Ética da Presidência da República, em fevereiro deste ano, de que costumava interromper a agenda oficial para atender à primeira-dama Janja, de quem é muito próxima. A ministra ainda admitiu que, frequentemente, ignorava solicitações do então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Costa Macêdo.

O jornal local reforça que Márcia Lopes deve desembarcar em Brasília nesta segunda. Isso porque estaria prevista uma nova reunião com o presidente e, na sequência, a assinatura do termo de posse no ministério. A data da publicação oficial da exoneração de Cida e da nomeação da nova chefe da pasta ainda não foi confirmada.

Natural de Clementina (SP), Cida Gonçalves iniciou sua trajetória política em Campo Grande, onde liderou o movimento popular de mulheres nas décadas de 1980 e 1990. Foi assessora na gestão Zeca do PT e, entre 2003 e 2016, atuou como secretária nacional nos governos Lula e Dilma, sendo uma das responsáveis por leis como a Maria da Penha e o Feminicídio, além do programa Casa da Mulher Brasileira.

Já Márcia Lopes é assistente social e professora. Em 2010, foi nomeada ministra da pasta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cargo que ocupou até 2011. Durante sua gestão, coordenou a implantação de programas como o Suas (Sistema Único de Assistência Social) e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Pobreza. Após sua saída do ministério, aposentou-se como professora da Universidade Estadual de Londrina e atuou como membro-fundadora do Instituto Lula. Em 2022, integrou o grupo técnico de assistência social na equipe de transição do governo Lula.


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